Ultimamente, por causa das coisas que ando sentindo, sempre que posto um novo texto, fico achando que vocês podem ficar com a impressão de que estou muito triste, deprimida, num péssimo momento da vida.

Como o último, sobre as pessoas me perguntando “como eu estou“. Mas não estou. Há momentos de dias em que fico assim. E há, às vezes, com bem menos frequência, dias inteiros em que fico tristinha. Mas na maioria, é vida que segue, com alegrias e desafios como qualquer vida. O que eu quero dizer, e vocês sabem disso, é que essa é a vida, né? Igual falei no meu vídeo de fim de ano, ninguém tem uma perfeita.

In my life #27 – Sabe o que é isso? Venha comigo

Acho que por isso que às vezes sinto essa necessidade de compartilhar com vocês quando não estou tão bem assim. Sei que posso passar a impressão, principalmente pra quem não me conhece muito, de que eu sou muito fofa, muito otimista, muito Pollyana e que não tenho nenhuma dificuldade pra seguir a minha tão cor-de-rosa e bela vida. Mas eu não sou assim (todo o tempo). Nem vocês são todo o tempo o que deixam transparecer para o mundo 😉

Essa semana pude descansar mais um pouquinho, e aproveitei pra matar as saudades da Taia, da Dani e do Paulo, da minha casa -passei o Natal e o Ano Novo em Mogi, com minha família- dos gatos e de ficar meio de boa deitada no sofá vendo seriado sem um pingo de culpa, algo que eu não fazia há muito tempo. Dessa vez, muito mais do que qualquer outra vez, eu senti muita falta da minha casa.

Acho que porque finalmente sinto que tenho um lar, um lugarzinho que me acolhe e me faz bem em qualquer situação. Senti muita saudade, mas também foi uma delícia ficar com minha mãe, minhas avós, rever minhas tias e meu tio que moram em Goiânia, ver meu pai, ter uma segunda festa de aniversário com todo mundo de lá -e me divertir muito, ter a chance de ver uma lua cheia incrível sentada no telhado no meio do sítio, com zero prédios e zero barulhos ao redor- andar muito à pé (algo que me faz falta aqui em São Paulo), ver meus amigos que moram por lá e tomar cafés longos e preguiçosos com eles, acordar com o barulho dos passarinhos e dormir só com os barulhos que a natureza faz.

Foi reconfortante. Foi necessário e voltei com meus desejos pra 2016 muito claros e reforçados. Esse é um ano de recomeços. De escrever novas histórias. De reforçar as fundações do que estou construindo. É um ano de muito mais trabalho, foco, dedicação.

Lendo Contei nesse post aqui, sobre duas coisas que aprendi no primeiro dia útil do ano, estou lendo “Year of Yes“, da Shonda Rhimes, a poderosona da televisão americana. “Grey’s Anatomy”  e “Scandal” são criações dela (“Private Practice” também era, e “How To Get Away With Murder” tem ela como showrunner e produtora executiva), e ela é uma mulher muito foda. Já escrevi sobre ela no Petiscos, no texto “Dominação Shonda“, e ela é uma inspiração pra Taia, a minha amiga que me deu, e também pra mim. Logo, um livro do tipo “tenho que ler”. Ainda tô no início, quando tiver mais noção, voltamos a falar sobre ele 🙂

Assistindo Bom, se você me acompanha no snap, já sabe que eu tenho um novo vício que atende pelo nome de “The Walking Dead“. Eu sei, eu sei, tô atrasadíssima no hype. O seriado tá na sexta temporada e eu aqui, começando o vício. O fato é que comecei e já estou… acabando a terceira temporada. Em menos de uma semana eu vi três temporadas. Esse é o nível do meu vício, amigas e amigos. Estou apaixonada pelo Daryl, adoro a Maggie e o Glenn, fico pensando em decisões que tomaria diferentes do Rick… Estou muito entretida, e já sofrendo porque a partir dessa semana meu tempo pra ver essa maravilha da TV vai diminuir consideravelmente.

Ouvindo Finalmente temos Beatles no Spotify, meu companheiro da hora que acordo a hora que vou dormir (hashtag não é publi, é amor haha), portanto estou passando todos os meus dias reafirmando meu amor por essa que é minha banda preferida da vida e que fez músicas maravilhosas, uma para cada sentimento que eu sinto ao longo do meu dia.

Feliz por Ter um ano inteirinho pra ser escrito pela frente. Muitas chances, muitas coisas a serem descobertas, muitos amigos pra ver, pra ter por perto, muita, muita coisa nova. Não tem como não estar feliz com a possibilidade de ter um ano preenchido por coisas boas 🙂

Pensando sobre Uma vez uma leitora me deixou um comentário aqui dizendo que eu pensava demais nas coisas, questionava tudo, problematizava tudo, e que era bom, às vezes, simplesmente viver sem isso um pouco. E ela tem razão. Às vezes, é bom não pensar em nada. Por isso na semana passada me dei o direito de não passar muito em nada. Maaaaas… agora é o momento de pensar em tudo. O que eu quero, como eu quero, como vou fazer pra conseguir.

Ansiosa para Voltar a minha rotina. Voltar pro Petiscos, voltar pra academia sempre no mesmo horário, criar uma rotina nova pra conteúdos do blog, voltar pros meus jantares em casa com os roomies… Quem diria que eu, essa sagitariana, gostaria tanto de uma rotina?

Beijinhos, boa semana e até já!